II
Foi novamente preso e condenado à 15 anos de
reclusão, dos quais cumpriu 10 anos, graças à queda da ditadura e a imediata anistia em 1945, ao final da segunda guerra mundial.
Foram dois anos no presídio da Frei Caneca, no Rio de Janeiro, quatro na Ilha de Fernando de Noronha,
onde permaneceu incomunicável, e quatro no extinto presídio da Ilha Grande, em Angra dos Reis,
cujo local, sua mãe freqüentemente o levava em suas visitas, das quais muito se divertia.
Freqüentemente os presos políticos, promoviam festas, São João,
Carnaval, Natal.
Achava gozadíssimo, ver todas aqueles personagens mitológicos, revolucionários
"perigosos marxistas ateus", comportarem-se como crianças, entre os quais, o
Gregório Bezerra, Graciliano Ramos, seu pai Agildo Barata e muitos outros,
armando Presépio com menino Jesus, vaquinha, os Reis Magos.
Nesta época era interno no Colégio Militar, descendia de militares,
o que lhe assegurava este direito.
Durante as aulas, os professores enchiam-lhe a paciência,
alguns que admiravam seu pai, o tratavam bem, outros o perseguiam, como o prpfessor
o anticomunistas, Aryone Brasil, atingido com um tiro na bunda, no levante do
quartel da Praia Vermelha, em novembro de 1935.
Venceu entretanto, todas estas barreiras, graças à sua irreverência,
e ao jogo de cintura moleque, coisa que o carioca sabe fazer.